12 de dez de 2010

Sindicato dos cachorros!

"Sindicato" com mil filiados levanta bandeira dos cães

"Cachorro é como vaca na Índia, animal sagrado", diz entidade criada por moradores de bairro nobre de SP

Primeira reivindicação foi criar um cercadinho para soltar os bichos sem coleira em um parque de Higienópolis 

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DE SÃO PAULO 

Moradores de Higienópolis, bairro de alto poder aquisitivo da região central de São Paulo, andam inconformados com a vida.
Insatisfeitos com o que dizem ser mais deveres do que direitos, fundaram um grupo para lutar por uma causa comum, o bem-estar e a prosperidade de ilustres habitantes daquela vizinhança, os cães.
Assim surgiu o Sindicato dos Cachorros, um grupo de cachorreiros, como os donos gostam de ser chamados.
No estatuto do sindicato, "os cachorros são como as vacas na Índia, animais sagrados" e criar os bichos "não é uma mera vaidade, mas um estado de espírito".
O grupo, que já reúne mil filiados, de médicos a advogados, diz ter se juntado para "dar representatividade, proteção e apoio político e social aos cachorros e assim conquistar seus direitos".
Na pauta de reivindicações do parque Buenos Aires, o reduto dos cachorros no bairro, tanques para os cães se refrescarem; esterilização do solo; novo bebedouro e melhorar o piso de barro, que fica enlameado na chuva.
"Cachorro só tem obrigação: colher o cocô e usar focinheira. Direito não tem nenhum. Na Europa os cães andam de metrô e de ônibus. Aqui ainda estamos muito atrasados", diz Celso Barbosa, líder sindical dos bichos.
"Aqui em Higienópolis tem mais cães do que gente", diz a advogada Maria Donzília, uma das sindicalistas.
A história do sindicato começou há alguns anos com uma "cachorrata", uma passeata, segundo o médico Luiz Nusbaum, "de protesto para preservar o direito dos cães". A primeira reclamação foi criar um cercadinho para soltá-los no parque sem coleira.
"Foi uma briga de pedra e pau. Vira e mexe surge uma disputa de poder, como num sindicato trabalhista", afirma Nusbaum, dono do labrador Billy e do yorkshire Astor. Teve confusão que já foi parar na delegacia.
"A partir do momento que os seres humanos quiseram assumir o território, deu problema. Lutamos para conquistar o direito dos cães e não de gente", diz Barbosa, que cria dois são bernardos num apartamento.
Além da mobilização política, o sindicato também promove eventos sociais. No Halloween, fizeram um "pugnic", um convescote para os cães da raça pug -todos, claro, vestidos de monstro. "Os cachorros daqui de Higienópolis são show", resume Friedmann, "pai" de um boxer de dois anos.

FOLHA.com

Veja o encontro do Sindicato dos Cachorros
folha.com.br/ct844126 



Nem vou comentar o caso....


Fonte: Folha de São Paulo, 12 de dezembro de 2010!

4 de dez de 2010

Tempo de luzes... e trevas


O natal está à porta!
As grandes avenidas e ruas famosas estão repletas de luzes brancas, amarelas, verdes, azuis e tudo o mais.
A decoração nos shoppings centers estão mais bonitas e bregas como o usual.
O dinheiro transparece no momento em que a economia cresce.

Do outro lado da cidade, ou abaixo de qualquer viaduto de concreto da cidade, morimbundos na escuridão permanecem.
Crianças brincam em meio à sua própria merda, mijo e vômito, que já nem fedem mais.
Pais e mães bebericam uma 51 ou um Velho Barreiro e transam como animais no cio.

No centro, as mentes se iluminam em meio ao trago da maldita pedra de crack.
Para estes, o papai noel é o traficante que junto ao presente entrega o fogo dos infernos para acender o perú fantasmagórico.

Assim avança o capitalismo de esquerda brasileiro.
Para alguns a luz suprema.
Para outros, as trevas eternas.

Remedio-me lembrando que alguns fortes, subvertem por dentro o sistema maldito
E levam a luz de suas vidas às trevas em meio às festas individualistas coletivas.

William - 06/12/2010 - 13h14