31 de mar de 2010

O centro de SP em cinco quarteirões

Quarta-feira, dia 31 de Março, 21 horas.


Das 19 às 20h30 estive no Projeto 242 em uma singela festa de Páscoa para as crianças da região do Glicério/Liberdade. Mais de 60 crianças e muitos sorrisos e risadas! E um beijo melado na minha bochecha dado por uma garotinha de mais ou menos 4 anos com Down! Emocionante!


Depois, carona até a porta da Igreja da Graça na Avenida São João. Desço dali e vou numa padaria na Rua Aurora. Ao entrar, não resisto e sento no balcão e peço uma pizza, duas pizzas, três pizzas e dois refrigerantes! Depois reclamo que a barriga não diminui.... No balcão há um traveco lanchando antes de se trocar e ir para seu ponto. Na saída, vejo que os pedaços de pizza ficaram barato. Alguém não anotou uma pizza. Olho na tela do computador do português e vejo só anotaram dois pedaços. Sou tentado a ir embora, mas acabo pagando o terceiro pedaço. O nome do pedaço era Sideral, uma mistura de mussarela, calabreza, cebola, azeitona, bacon, que apelidei de "me dá aquela colorida ali"!


Saio da padaria e para tentar descontar as calorias descido fazer um caminho mais longo para casa. Entro na rua Guaianazes e vejo um supermercado ECON (filhos da mãe! Em toda área popular tem um!) de onde sai um cara e um garoto de rua rapidinho se adianta a ele e começa a lavar o vidro dianteiro do carro. Ele ganha umas moedas! 


Logo depois, passo pelo Projeto Retorno, onde havia um povo lavando o salão. Leio que é um projeto da Secretaria Geral de Missões da Igreja Quadrangular. Que bom mais um projeto social (ou evangelizador, sei lá!) se instalar naquela área.


Continuo minha caminhada e chegou até a rua Barão de Itapetininga. Atravesso por um grupo de prostitutas, depois por um pessoal bebendo num bar, depois por um bar só com africanos até chegar no hotel Formula 1 já na avenida São João. Sinto ao longe o cheiro da Yakisoba de rua de um casal de chineses e lembro que faz tempo que não experimento uma bandeijinha de R$3,00! E lá vou eu, até passar novamente pela Igreja da Graça agora fechada e com dois moradores de rua deitados dos dois lados dos portões... fiquei com saudade de quando ali era o cine Metrô.


Na rua dos Gusmões passo por algumas pessoas, dois homens e três mulheres, quando ouço uma delas dizer: não quero morar aqui não!


Chego na famosa esquina da São João com a Ipiranga e me deparo com o povinho bebendo e comendo as deliciosas iguarias de lá (bem.... já fui lá uma vez. O dono me deu um chop e uma porção de pasteis em uma reunião que fiz por lá). É divertido ver o bando de seguranças olhando de lado a lado para proteger os medrosos fregueses! hahahaha
Finalmente passo pela Esquina da MPB do mesmo Bar Brahma e vejo lá dentro uma bela loira acompanhada de um violonista no palco. Passo pelo novo Marabá e quando estou na esquina para atravessar para o outro lado da rua um caminhão faz a curva a toda e derruba várias garrafas na pista. Logo depois passam três ou quatro carros e se ouve aquele barulho terrível de vidro quebrando! Ouço o grito dos moradores de rua que se divertem com o ocorrido!
Ao chegar na galeria onde moro ainda há alguns senhores sentados nas mesinhas de um bar cantarolando um samba antigo e para alívio de algum leitor chego aqui!


Noite quente, não?

13 de mar de 2010

Sou um romântico?

Muito bem, eu me acostumei a dizer que não o sou mais.

Mas analisem alguns fatos comigo.

Ontem, quinta-feira, às 22h20 minutos estava voltando da aula de inglês (volto andando até meu apto) quando decidi religar meu iPod e ouvir alguma música durante a caminhada. Liguei-o e escolhi ouvir uma coletânea do velho The Police.

Comecei com Roxanne e no meio da caminhada cheguei à faixa intitulada "Message in a bottle", duas das minhas canções preferidas deles.

No meio desta última senti uma saudade tremenda de estar com uma mulher em algum lugar à meia-luz conversando e depois dançando ao som dessas canções.

Sai do transe e me vi caminhando diante da Igreja da Consolação no Centro e mais uma vez divaguei, oras eu poderia estar com esta mulher dançando aqui mesmo, pois não importa o lugar, desde que estivéssemos conectados.

Enfim, não sou mais romântico. Devo ser mesmo um maluco!

Talvez o seja mesmo, entretanto, acredito que possa ainda encontrar uma maluca para dançar comigo em plena avenida...

Bem, eu sempre vou e volto aqui.... eis outro retorno!

W.