21 de fev de 2010

Direto de uma página de rosto

Lá estava eu a separar (e me deliciar) com um bom lote de livros doados para a Biblioteca.

No meio das caixas me deparo com um surrado livro. Com mais de 600 páginas, seu título era: Meu destino é pecar. Autoria de Suzana Flag.

Claro que abro-o para folheá-lo e me deparo com a seguinte dedicatória:


À minha amiga e companheira,
Com os votos mais ardentes para que possamos um dia reparar o remorso de hoje.


Com toda sinceridade do seu, Fulvio.


30/08/1944

Agora fico aqui tentando imaginar o que acontecera com este casamento?
Creio que uma amiga possa escrever uma história sobre o ocorrido....

W.

17 de fev de 2010

Sobre uma cruz

Na Ilha do Mel, no Paraná, de uma praia onde estava avistei uma cruz no alto de um morro.
Aquela cruz chamou tanto minha atenção que retornei pelo caminho quente e aparentemente desolado sobre a areia quente do mormaço que ali fazia.

Não me contentei em me aproximar e tirar as fotos. Fui impelido a subir o morro e o fiz.

A subida não foi fácil, pois depois conversando com um nativo descobri que ele se chama "morro do sabão" devido a dificuldade da subida.

Depois de alguns minutos lá estava eu....  Não sei se de medo do lugar tão estreito onde fora colocada a cruz ou do cansaço da subida, eu estava tremendo. Tive que aguardar um pouco antes de tirar as fotos do que eu via e da própria cruz.

Foi quando pensei no caminho que enfrentado pelos condenados à morte de cruz na famosa gólgota onde Jesus foi crucificado.

Eu fui até lá sem nenhuma cruz, mas muitos outros enfrentaram tal caminho com suas cruzes às costas.
Eu fui lá porque quis ir. Muitos foram até lá obrigados.
Jesus o fez por um designío maior. Só de subir sozinho imagino a dor enfrentada pelos homens que sofreram tal condenação.
Aquela subida me faz pensar o quão beneficiados somos hoje em dia. Não temos que fazer nada por obrigação, nem somos escravizados (infelizmente ainda há muitos escravos, é fato).

Temos liberdade e não sabemos vivê-la.


Hoje temos a opção de ir até a cruz, não temos que levá-la!

8 de fev de 2010

Mais política! Que droga!

Não consigo ficar quieto quando leio coisas como essas:

"O curioso é que o PT não se deu bem com aquele MDB doutrinário, coerente e programático, mas se dá muito bem com o PMDB de Michel Temer, que vende até a mãe"

O autor da frase acima é o historiador (e tucano) Marco Antônio Villa.

Antes de começar a dizer o quero, tenho que deixar claro que concordo com ele.

Mas acrescento que ele se esqueceu de dizer que o PSDB, antiga banda doutrinária, coerente e programática, se dá muito bem com o ex-governador Orestes Quércia (do mesmo PMDB mas de outra ala paulista), criatura política que, em minha modesta opinião, é de extirpe muito pior que a do Michel Temer, pois vende não só a mãe, mas como um Fausto pós-moderno, vende mas a sua própria alma para ser senador!

Fico fulo com a crítica feita olhando só para um lado e não todos!

30 anos do PT by Fernando Rodrigues na Folha de SP

Eu não poderia deixar de falar em política por aqui!

Por muito tempo pensei que o PT, apesar dos exageros, mudasse a cena deste país onde os donos do poder fazem o que querem dele, tornando pessoal tudo que é público e mandando banana para nós, o povo.

PT, 30 anos BRASÍLIA - O Partido dos Trabalhadores faz 30 anos neste mês. Sua história se divide entre antes e depois de chegar ao poder.
A parte positiva se concentra na colaboração petista para o amadurecimento da democracia durante as duas primeiras décadas de existência da sigla. Desde o fim da ditadura militar, só o PT soube fazer oposição -apesar dos excessos.
O poder fez mal aos petistas. Fez mais mal ainda ao equilíbrio da República. As ferramentas de cobrança de responsabilidade esvaneceram com a chegada de Lula ao Planalto. Basta lembrar o episódio do dia 11 de agosto de 2005.
Naquela data, o marqueteiro Duda Mendonça depôs na CPI do Mensalão. Confessou ter recebido R$ 10,5 milhões numa conta secreta no exterior por serviços prestados na campanha eleitoral de 2002, quando havia produzido os comerciais da campanha de Lula.
Desprovido de oposição, o Brasil assistiu a cenas patéticas na sequência. Petistas choraram no plenário da Câmara. Líderes do PSDB e do Democratas (ainda com seu nome original, PFL) ficaram em estado de catatonia, inertes.
Para saber a falta que o PT faz à oposição, imagine o leitor se a cena tivesse ocorrido no governo FHC, antecessor de Lula. O que aconteceria se em vez de Duda tivesse sido o publicitário Nizan Guanaes a confessar o delito? O PT só sossegaria quando conseguisse a condenação final e enviasse todos para uma temporada em Alcatraz.
Esses tempos não existem mais.
Todos os partidos sabem muito bem o que cada um fez no verão passado. Imobilizados pela culpabilidade mútua, associam-se numa nefanda confraria do silêncio.
A síntese dos 30 anos do PT é o documento assinado pela sigla em conjunto com PSDB e Democratas, a favor de doações eleitorais ocultas. Transparência demais é burrice, ensinou Delúbio Soares. Aos 30 anos, o PT aprendeu bem.

6 de fev de 2010

Porque gosto de praia?

Nunca pensei a fundo, porque gosto tanto de ir à praia.
Gosto e pronto seria a resposta mais fácil e simples, porém, duas coisas estão bem claras.

Ir à praia me traz esperança.
Assim como uma onda quebra após a outra
Acredito que as oportunidades da vida vem uma após a outra.
A relação aparentemente não é tão simples, por isso, vou explicar.
Eu mesmo e muitas pessoas quando estão dentro do mar buscam a onda perfeita. Para os surfistas a onda perfeita é aquela em que conseguem surfar sobre ela. Para o simples banhista o ápice do pegar onda é o momento em que você desce com a onda ou principalmente quando se chega à onda antes da quebra.
O ato de pegar a onda antes dela quebrar é o que mais gosto de ver e fazer na praia!
E é isto que devemos fazer na vida em relação às oportunidades. Temos que nos posicionar bem para que no momento que elas aparecem possamos pegar a oportunidade antes que ela quebre e vire apenas um turbilhão.Em outros casos, nos adiantamos tanto, tão ansiosamente, e nem turbilhão pegamos.... no máximo, se estivermos com a famosa água acima do umbigo, ficaremos em área onde não os pés não alcançam o chão.
Enfim, não é fácil pegar ondas, como não é fácil aproveitar oportunidades na vida.

Mas acho que viajei demais na análise e não falei de outras coisas que tanto amo na praia.

No inicio da noite o clima nas praias é romântico.
Ouvir o som do mar a quebrar
E ver casais juntinhos a caminhar
É capaz de fazer sonhos de amor despertar.

Bem, vou parando por aqui, mas vou pensando em outras coisas que gosto Na Praia (lembrei do livro de mesmo nome do Ian McEwan, sensacional como o mar!)

William - Guarujá - Pitangueiras

5 de fev de 2010

O tempo e o Cronos

Depois de ler vários comentários repletos de citações da colega Lú, parei para pensar....

Eu sinceramente acho que Cronos não está nem ai com o tempo, nós é que nos preocupamos com ele demais.
Depois que parei de pensar muito nele fiquei em paz.... depois de anos de apressado pesar.

Ao mesmo tempo é engraçado como os tons e traços não necessariamente ficam melhores ou piores nos momentos de paz ou luta.... nem sempre a arte é ditada pelo nosso momento. Em momentos maus, a arte sai de forma diferente e muitas vezes cheia de profundidade também.

No mais, vou ficando por aqui em outras coisas mais pensando.

W.